DAEFI

Diretório Acadêmico da Educação Física / UFRGS

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Nota ExNEEF em defesa da campanha 10% PIB para Educação Pública Já!

Posted by daefi em 03/07/2012

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA
NOTA PÚBLICA EM DEFESA DA CAMPANHA
“10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!”

Leia abaixo ou faço o download: ExNEEF-nota defesa 10% PIB para educação pública já

O ano de 2011 foi marcado pela intensa mobilização da sociedade civil em defesa da educação pública e de
qualidade, organizada em torno da campanha pela aplicação imediata de 10% do PIB para educação pública,
contrapondo-se à proposta do governo de aplicação de 7% até 2020 sem especificação do destino do investimento.
Eis que na última terça-feira (26), a câmara, em reunião da comissão especial do Plano Nacional de
Educação, aprovou a elevação para os 10%, porém, com o condicionante de se atingir a meta em 10 anos, ou seja,
em 2023, onde o próprio ministro Mercadante já afirmou que politicamente será difícil cumprir a meta, assim como no
último PNE que previa 7% e sequer chegamos a 5% passados os 10 anos.
A primeira vista, a aprovação aparece como uma vitória para o setor da educação, porém um olhar mais
atento e veremos que a luta pelos 10% do PIB para educação pública ainda tem muito terreno para se desenvolver. O
movimento educacional exige a aplicação imediata do investimento, para que minimamente se inicie o processo de
reversão histórico do quadro de precarização da educação no Brasil e não como um teto à se atingir daqui 10 anos, a
responsabilidade com a qualidade da formação não pode mais esperar.
Ainda contrariando os interesses da sociedade, a emenda aprovada, não deixa claro se o destino do
investimento será a educação pública ou privada. O que a história recente nos deixa de exemplo, é que boa parte das
verbas públicas foram destinadas à salvar os grandes tubarões do ensino privado, tendo como carro chefe o
Programa Universidade Para Todos – PROUNI, com a promessa de democratizar o acesso ao ensino superior, os
recursos destinados por cada vaga no setor privado, possibilitaria a abertura do triplo de vagas na Universidade
pública.
A comissão rejeitou também a medida que previa regras claras para que os administradores públicos
cumprissem a meta aprovada e criminalizasse aqueles que não cumprissem, como é feito com a responsabilidade
fiscal com o pagamento da dívida pública, assim favorecendo a corrupção e desvio de verbas que há anos assola o
nosso país.
Logo após a aprovação, a União Nacional dos Estudantes, iniciou seu teatro, junto ao governo, para fazer
parecer que a aprovação da medida era resultado da pressão exercida pela entidade, colocando como uma
conquista histórica, fruto de uma guerra de 17 meses, mobilizando-se nas ruas, universidades e gabinetes.
Acatando a medida na forma como foi aprovada, sem as reivindicações do movimento pela aplicação imediata na
educação pública, fazendo parecer que a batalha foi vencida, a UNE atua mais uma vez como um pelego
amortecendo os impactos da luta real em defesa da educação pública, posiciona-se contrária aos interesses dos
trabalhadores.
A greve nas Federais que atinge proporções de mobilização há muito não vistas, com quase todas as
Universidades do país paralisadas, demonstra que o quadro da educação é grave, acentuado pelas últimas contrareformas
impostas pelo governo, que agora pretendem transformar em políticas de Estado nesse mesmo PNE que
prevê 10% do PIB para 2023 e comemorado pela União Nacional dos Estudantes.
Greve essa, que retoma o método de luta dos trabalhadores, com mobilização, assembleias, criação de
comandos democráticos, aos quais o governo tenta deslegitimar, ao afirmar que não negociaria com o comando e
somente com a UNE. Esse cenário, demonstra na prática, que a posição do Movimento Estudantil de Educação
Física de rompimento com a União Nacional dos Estudantes, reafirmado desde 2008, mais do que nunca se mostra
acertado e necessário.
A luta contra o novo PNE, pela aplicação de 10% do PIB para educação pública imediatamente, em defesa
da qualidade e referência social na formação, colocam-se na pauta do dia. O período é de balanço, reflexão e luta,
para responder nas ruas e organizar o movimento por fora das entidades que se colocam do outro lado trincheira.

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Nota ExNEEF sobre a Greve nas Federais!!!

Posted by daefi em 26/06/2012

Nota de apoio a greve nacional das universidades públicas

Desde o ano passado os docentes do ensino superior vêm tentando dialogar com o
governo federal para apresentar e tentar encaminhar uma nova proposta de reestruturação do
plano de carreira e reajuste salarial, pela valorização do piso e também incorporação das
gratificações. Através do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN),
os docentes conseguiram fazer com que o governo concedesse um reajuste de 4% e também a
criação de um grupo de trabalho sobre a carreira docente. Junto a isso, foi criada uma mesa de
negociação para que as reivindicações dos professores fossem levadas a cabo e se
materializassem a partir de um acordo com o governo.
Sabemos que o governo Dilma/PT, além de desvalorizar a educação e não ter a mínima
pretensão de dar as condições necessárias para que os trabalhadores deste setor possam ter as
condições mínimas de exercer a profissão, impõe medidas severas contra a universidade
pública, dando continuidade à política de desmonte do ensino superior público quando busca
potenciar a lógica da reforma universitária. Em 2012 ainda foram ampliados os cortes com os
gastos da união para com os direitos sociais, sendo que somente na educação foram cortados
no início de 2011 e 2012 mais de 5 bilhões de reais, montante significativo e que legitima a
onda de precarização e privatização da educação pública no país.
Além disso, este governo aprendeu, ao longo dos anos, a como lidar com os
trabalhadores. Assim, ao invés de fechar as portas para o diálogo com os docentes, o governo
institui uma mesa de negociação que vai sendo “empurrada com a barriga” e que não vem e
nem tem perspectivas de avanço nas negociações.
Em razão disso, no último dia 17, o ANDES-SN deflagrou greve por tempo
indeterminado como forma de pressionar o governo. Assim, a partir desta data várias
universidades também fizeram assembléias locais e deliberaram a entrada na greve, sendo que
em apenas sete dias de paralisação 80% da base do sindicato já aderiu à greve nacional das
universidades federais.
Percebendo todos os nefastos resultados que a política educacional colocada em curso
no país vem trazendo para as universidades públicas e no entendimento de a luta por melhores
condições de trabalho e valorização da carreira docente é uma luta contra a lógica de
sucateamento da educação pública, a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
declara todo apoio à luta dos professores e ao movimento grevista que ganha força por todo o
país.

Educação não é mercadoria! Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física

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Nota de apoio a greve nacional das universidades públicas

Posted by daefi em 28/05/2012

Desde o ano passado os docentes do ensino superior vêm tentando dialogar com o governo federal para apresentar e tentar encaminhar uma nova proposta de reestruturação do plano de carreira e reajuste salarial, pela valorização do piso e também incorporação das gratificações. Através do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), os docentes conseguiram fazer com que o governo concedesse um reajuste de 4% e também a criação de um grupo de trabalho sobre a carreira docente. Junto a isso, foi criada uma mesa de negociação para que as reivindicações dos professores fossem levadas a cabo e se materializassem a partir de um acordo com o governo.

Sabemos que o governo Dilma/PT, além de desvalorizar a educação e não ter a mínima pretensão de dar as condições necessárias para que os trabalhadores deste setor possam ter as condições mínimas de exercer a profissão, impõe medidas severas contra a universidade pública, dando continuidade à política de desmonte do ensino superior público quando busca potenciar a lógica da reforma universitária. Em 2012 ainda foram ampliados os cortes com os gastos da união para com os direitos sociais, sendo que somente na educação foram cortados no início de 2011 e 2012 mais de 5 bilhões de reais, montante significativo e que legitima a onda de precarização e privatização da educação pública no país.

Além disso, este governo aprendeu, ao longo dos anos, a como lidar com os trabalhadores. Assim, ao invés de fechar as portas para o diálogo com os docentes, o governo institui uma mesa de negociação que vai sendo “empurrada com a barriga” e que não vem e nem tem perspectivas de avanço nas negociações.

Em razão disso, no último dia 17, o ANDES-SN deflagrou greve por tempo indeterminado como forma de pressionar o governo. Assim, a partir desta data várias universidades também fizeram assembléias locais e deliberaram a entrada na greve, sendo que em apenas sete dias de paralisação 80% da base do sindicato já aderiu à greve nacional das universidades federais.

Percebendo todos os nefastos resultados que a política educacional colocada em curso no país vem trazendo para as universidades públicas e no entendimento de a luta por melhores condições de trabalho e valorização da carreira docente é uma luta contra a lógica de sucateamento da educação pública, a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física declara todo apoio à luta dos professores e ao movimento grevista que ganha força por todo o país.

Educação não é mercadoria!

Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física

Fonte: site da ExNEEF

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Todo apoio à luta dos professores do estado do Rio Grande do Sul!

Posted by daefi em 15/04/2012

Nota de apoio à luta dos Professores do RS

             Historicamente, a categoria dos professores tem encampado a luta em defesa de salário digno e condições objetivas adequadas de trabalho. Entretanto, vem governo, passa governo, o cenário tem sido o mesmo: a desvalorização do trabalho docente.

Mesmo possuindo mesma formação e jornada de trabalho similares, a remuneração de professores no Brasil mostra diferenças abismais, dependendo do estado/região de trabalho, relegando à profissão condições precárias de trabalho. Segundo dados divulgados nesse ano, 17 estados brasileiros não cumprem a lei do piso, aprovada em 2008, e 18 sequer respeitam a jornada extra-classe, correspondente a 1/3 do total,e a qual tem direito o professor.

No Rio Grande do sul, a situação adquire uma feição ainda mais alarmante, sendo o estado em que os professores recebem a remuneração mais baixa de todo o país. Se no estado, o ataque direto à educação e à valorização profissional estava relacionado à figura da direita expressa no governo Yeda e que teve forte pressão social, entramos 2012 e nada se tem de novidade. O governo Tarso, que aprovou nacionalmente a lei do piso e que, inclusive se elegeu defendendo-a, hoje coloca a “impossibilidade” da mesma ser implementada no estado, revelando em seu discurso e prática a essência do partido ao qual pertence, que hoje se mostra mínimo aos trabalhadores e de amplo apoio às políticas do capital.

Além disso, postura semelhante tem assumido entidades que, se antes forjavam a resistência, agora mostram-se enquanto porta-voz do governo e suas políticas. Exemplo disso são as defesas que vem sendo feitas pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), que apesar de defender a lei do piso se coloca do lado oposto aos trabalhadores da educação, defendendo a “reformulação dos planos de carreira”, expressamente repudiada pelo CEPRS em nota pública.

Por isso, a ExNEEF entendendo que a luta por educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada faz parte da luta para além do capital, é que manifestamos nosso apoio a luta dos professores do estado do RS em defesa da implementação do piso nacional da categoria.

Além disso, por entendermos a necessidade de melhores condições de trabalho e valorização profissional, as quais reafirmam que educação não é mercadoria é que defendemos 10% do PIB para a educação pública, contra o PNE do governo Dilma/PT!

 

Todo apoio à luta dos professores do estado do Rio Grande do sul!

Tarso, pague o piso ou a educação para!

10% do PIB para a Educação Pública já!

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

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Dia internacional das mulheres: nota da Exneef!

Posted by daefi em 07/03/2012

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

GESTÃO 2011/2012

O Dia internacional da mulher tem como data histórica 8 de março, pois nesta mesma data, em 1857,  mulheres operárias de uma fábrica de tecido protestavam  por melhores condições de trabalho e salário. A greve que já se estendia por alguns dias foi duramente reprimida, onde 130 tecelãs foram mortas em um incêndio criminoso, trancadas dentro da fábrica onde protestavam. Vale colocar que as mulheres naquela época além da jornada dupla/tripla de trabalho, em casa cuidando das crianças e idosos, tinham carga horária nas fábricas de até 16 horas diárias e salários reduzidos se comparados ao dos homens, o que até hoje em diferentes proporções continua acontecendo.

Passados 155 anos a situação não mudou muito, pois o sistema que vivemos hoje, capitalista, encontra na superexploração e opressão de mulheres mais uma forma de continuar a manutenção das taxas de lucro.

As mulheres continuam com jornadas de trabalho mais rigorosas e com menores salários, mesmo que ocupando os mesmos cargos ou desempenhando as mesmas tarefas que homens, e sobretudo as mulheres negras, que se encontram nos postos de trabalho mais precarizados, além de recebem menores salários que as mulheres brancas que trabalham nos mesmos postos.

Ainda nos é imposto durante toda a nossa educação que a tarefa de cuidar do lar e dos filhos deve ser desempenhada pelas mulheres; a maioria dos postos de trabalho ocupados pelas mulheres ainda está ligado à área de serviços gerais, educação e cuidados, raramente ocupando cargos de chefia e direções nos seus locais de trabalho, reproduzindo uma lógica de que mulheres devem ser criadas para a vida privada e desempenhar funções de cuidadoras e organizadoras.

Os cortes no orçamento deferidos pela crise capitalista aumentaram o desemprego, isso principalmente entre as mulheres e jovens. A não legalização do aborto, a violência doméstica, os assédios sexuais e os estupros aumentam, assim como aumenta o número de mortes de mulheres a cada dia. Numa sociedade que oprime e explora a mulher temos que nos organizar e saber bem quem é o nosso inimigo.

O machismo tem classe e pertence à classe dominante, como forma de manutenção e reprodução do sistema capitalista. Pois isso que hoje afirmamos: A presidenta Dilma/PT não nos representa! Hoje ela ocupa o cargo de uma grande dirigente a serviço da burguesia, não representando a luta e as pautas das mulheres trabalhadoras!

Feminismo tem classe! Somos todas e todos trabalhadores explorados e necessitamos lutar por uma sociedade livre das opressões!Por isso, no dia 08 de março, a comemoração a ser feita deve ser feita em torno da luta. Luta contra a violência doméstica; luta contra a exploração comercial e sexual das mulheres; luta por creche gratuita aos filhos e filhas de mães/pais estudantes e trabalhadores.

Por uma sociedade livre de opressões!

Sem feminismo não há socialismo!

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

Gestão 2011/2012

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