DAEFI

Diretório Acadêmico da Educação Física / UFRGS

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Todo apoio à luta dos professores do estado do Rio Grande do Sul!

Posted by daefi em 15/04/2012

Nota de apoio à luta dos Professores do RS

             Historicamente, a categoria dos professores tem encampado a luta em defesa de salário digno e condições objetivas adequadas de trabalho. Entretanto, vem governo, passa governo, o cenário tem sido o mesmo: a desvalorização do trabalho docente.

Mesmo possuindo mesma formação e jornada de trabalho similares, a remuneração de professores no Brasil mostra diferenças abismais, dependendo do estado/região de trabalho, relegando à profissão condições precárias de trabalho. Segundo dados divulgados nesse ano, 17 estados brasileiros não cumprem a lei do piso, aprovada em 2008, e 18 sequer respeitam a jornada extra-classe, correspondente a 1/3 do total,e a qual tem direito o professor.

No Rio Grande do sul, a situação adquire uma feição ainda mais alarmante, sendo o estado em que os professores recebem a remuneração mais baixa de todo o país. Se no estado, o ataque direto à educação e à valorização profissional estava relacionado à figura da direita expressa no governo Yeda e que teve forte pressão social, entramos 2012 e nada se tem de novidade. O governo Tarso, que aprovou nacionalmente a lei do piso e que, inclusive se elegeu defendendo-a, hoje coloca a “impossibilidade” da mesma ser implementada no estado, revelando em seu discurso e prática a essência do partido ao qual pertence, que hoje se mostra mínimo aos trabalhadores e de amplo apoio às políticas do capital.

Além disso, postura semelhante tem assumido entidades que, se antes forjavam a resistência, agora mostram-se enquanto porta-voz do governo e suas políticas. Exemplo disso são as defesas que vem sendo feitas pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), que apesar de defender a lei do piso se coloca do lado oposto aos trabalhadores da educação, defendendo a “reformulação dos planos de carreira”, expressamente repudiada pelo CEPRS em nota pública.

Por isso, a ExNEEF entendendo que a luta por educação pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada faz parte da luta para além do capital, é que manifestamos nosso apoio a luta dos professores do estado do RS em defesa da implementação do piso nacional da categoria.

Além disso, por entendermos a necessidade de melhores condições de trabalho e valorização profissional, as quais reafirmam que educação não é mercadoria é que defendemos 10% do PIB para a educação pública, contra o PNE do governo Dilma/PT!

 

Todo apoio à luta dos professores do estado do Rio Grande do sul!

Tarso, pague o piso ou a educação para!

10% do PIB para a Educação Pública já!

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

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Nota de Repúdio a Criação do Curso Técnico em Esportes e Atividade Física

Posted by daefi em 15/04/2012

Nota de Repúdio a Criação do Curso Técnico em Esportes e Atividade Física

        Recentemente veio a tona a notícia da criação de um Curso Técnico em Esportes e Atividade Física, curso este que é uma iniciativa de um centro que administra escolas técnicas e faculdades de tecnologia e de uma fundação presidida por um ex-jogador de futebol.

Criado sob a justificativa de democratizar o acesso ao esporte no país e também abrir um novo campo de trabalho na área, compreendemos que o que realmente determina a criação de tal modalidade de ensino são as demandas que o empresariado nacional e internacional terão com a vinda dos megaeventos esportivos para o Brasil nos próximos anos.

Diante da impossibilidade de haver uma remuneração digna aos professores de Educação Física que tiveram formação superior, o curso técnico é criado no intuito de formação de trabalhadores que tenham uma qualificação mínima, conhecimentos restritos e um certificado para trabalharem com o esporte e atividades físicas, vendendo sua força de trabalho por um salário precário.

A ExNEEF, ao longo da sua história, tem defendido uma formação de qualidade para os trabalhadores da área, se contrapondo a fragmentação do conhecimentos e a uma formação estritamente técnica e minimalista. Durante os últimos anos temos apontado os problemas teóricos e de atuação profissional que o mercado de trabalho impõe à Educação Física quando os cursos de formação de professores se pautam por suas demandas.

Na certeza de que o novo Curso Técnico em Esportes e Atividade Física não oportunizará aos seus estudantes uma formação de qualidade e ainda os jogará num mercado de trabalho altamente competitivo, onde os salários serão cada vez mais rebaixados devido a alta concentração de trabalhadores, defendemos uma formação que condiz com as necessidades de educação dos trabalhadores; uma educação sólida, que nos dê o domínio das ferramentas teóricas necessárias para que trabalhemos com a cultura corporal objetivando a transformação da realidade.

Com isso, reafirmamos a luta em defesa da Licenciatura Ampliada como proposta de formação advinda da luta do movimento estudantil e capaz de educar trabalhadores sobre outras bases que não a da exploração do homem pelo homem. Defendemos assim, que Educação Física é uma só! Formação Unificada JÁ!

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

http://www.exneef.libertar.org/?p=202

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Dia internacional das mulheres: nota da Exneef!

Posted by daefi em 07/03/2012

EXECUTIVA NACIONAL DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

GESTÃO 2011/2012

O Dia internacional da mulher tem como data histórica 8 de março, pois nesta mesma data, em 1857,  mulheres operárias de uma fábrica de tecido protestavam  por melhores condições de trabalho e salário. A greve que já se estendia por alguns dias foi duramente reprimida, onde 130 tecelãs foram mortas em um incêndio criminoso, trancadas dentro da fábrica onde protestavam. Vale colocar que as mulheres naquela época além da jornada dupla/tripla de trabalho, em casa cuidando das crianças e idosos, tinham carga horária nas fábricas de até 16 horas diárias e salários reduzidos se comparados ao dos homens, o que até hoje em diferentes proporções continua acontecendo.

Passados 155 anos a situação não mudou muito, pois o sistema que vivemos hoje, capitalista, encontra na superexploração e opressão de mulheres mais uma forma de continuar a manutenção das taxas de lucro.

As mulheres continuam com jornadas de trabalho mais rigorosas e com menores salários, mesmo que ocupando os mesmos cargos ou desempenhando as mesmas tarefas que homens, e sobretudo as mulheres negras, que se encontram nos postos de trabalho mais precarizados, além de recebem menores salários que as mulheres brancas que trabalham nos mesmos postos.

Ainda nos é imposto durante toda a nossa educação que a tarefa de cuidar do lar e dos filhos deve ser desempenhada pelas mulheres; a maioria dos postos de trabalho ocupados pelas mulheres ainda está ligado à área de serviços gerais, educação e cuidados, raramente ocupando cargos de chefia e direções nos seus locais de trabalho, reproduzindo uma lógica de que mulheres devem ser criadas para a vida privada e desempenhar funções de cuidadoras e organizadoras.

Os cortes no orçamento deferidos pela crise capitalista aumentaram o desemprego, isso principalmente entre as mulheres e jovens. A não legalização do aborto, a violência doméstica, os assédios sexuais e os estupros aumentam, assim como aumenta o número de mortes de mulheres a cada dia. Numa sociedade que oprime e explora a mulher temos que nos organizar e saber bem quem é o nosso inimigo.

O machismo tem classe e pertence à classe dominante, como forma de manutenção e reprodução do sistema capitalista. Pois isso que hoje afirmamos: A presidenta Dilma/PT não nos representa! Hoje ela ocupa o cargo de uma grande dirigente a serviço da burguesia, não representando a luta e as pautas das mulheres trabalhadoras!

Feminismo tem classe! Somos todas e todos trabalhadores explorados e necessitamos lutar por uma sociedade livre das opressões!Por isso, no dia 08 de março, a comemoração a ser feita deve ser feita em torno da luta. Luta contra a violência doméstica; luta contra a exploração comercial e sexual das mulheres; luta por creche gratuita aos filhos e filhas de mães/pais estudantes e trabalhadores.

Por uma sociedade livre de opressões!

Sem feminismo não há socialismo!

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

Gestão 2011/2012

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Carta de apresentação da ExNEEF!

Posted by daefi em 07/08/2011

Carta de Apresentação Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física

Gestão 2011-2012

 

            Por meio desta, a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF) visa estabelecer diálogo inicial com estudantes, diretórios/centros acadêmicos e coletivos organizados de estudantes de Educação Física, bem como com sindicatos, entidades de classe e movimentos sociais afim de potencializar as lutas em defesa dos estudantes e trabalhadores.

A ExNEEF, entidade representativa dos estudantes de educação física a nível nacional, a qual completa 19 anos este ano tem como finalidade organizar os estudantes de educação física em seis coordenações regionais e uma coordenação nacional, as quais se organizam através de Conselhos Regionais e Nacionais de Entidades de Base, que tem por objetivo articular os DAs/CAs/coletivos organizados, impulsionar as lutas específicas e as gerais e construir os encontros regionais (EREEFs) e o encontro nacional de estudantes de educação física (ENEEF).

A partir desses espaços, nacionais e regionais, é que a ExNEEF defende historicamente quatro bandeiras de luta, que organizam e identificam o Movimento Estudantil de Educação Física (MEEF) e o situam junto a outros movimentos sociais que defendem a transformação da sociedade. Defendemos a Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente referenciada; a Licenciatura Ampliada como projeto de formação de professores em Educação Física; a regulamentação do trabalho, sendo contrários ao Sistema CONFEF/CREF e a Regulamentação da Profissão, e o Projeto Histórico de Sociedade Socialista.

Na atual conjuntura de crise estrutural do capital, a qual vem demonstrando os limites civilizatórios da sociedade capitalista, percebemos crescentes mobilizações no Oriente Médio e na Europa contra as precárias e indignas condições de vida dos trabalhadores, assolados pelas conseqüências da crise financeira de 2008. Estas mobilizações longe de representarem o ataque final ao capitalismo colocam em cheque as teses do fim da história e de humanização do capital, apontando que o caminho a nós estudantes e trabalhadores é a luta social pela superação desse modo de vida.

No Brasil, vivenciamos nos primeiros seis meses de governo Dilma, a continuidade da política neoliberal de corte de verbas, privatizações e ataque aos trabalhadores, assim como Lula e FHC fizeram. Tivemos no último período o corte de 50 bi do orçamento federal para insumos sociais, sendo destes 3,1 bi para a educação, o aumento abusivo do salário dos deputados e senadores, a aprovação do novo código florestal que beneficia o agronegócio, a proposta de privatização dos aeroportos e dos Hospitais Universitários através da MP 520, agora PL 1749 e a subcontratação de professores nas universidades através da MP 525. Estes projetos e a forma como vem sendo aplicados, nos colocam a necessidade de sermos contrários, de forma combativa ao governo Dilma/PT.

Combatividade esta que há tempos não vem sendo vista nos espaços da União Nacional de Estudantes, a UNE, a qual vem se colocando como um braço do governo federal na defesa da precarização e privatização da universidade pública, como visto na defesa do REUNI e do PROUNI, programas estes que enxugam os limites entre o público e o privado, rompem com o tripé básico de ensino-pesquisa-extensão e acarretam a privatização interna e externa do ensino superior brasileiro. Por conta desse amoldamento da UNE, sua cooptação frente ao governo, sua burocratização a qual impede a disputa interna da entidade e a defesa intransigente de outro modelo de universidade e sociedade é que a ExNEEF reafirma o rompimento com a UNE e aponta para a necessidade de reorganizar o movimento estudantil a partir da base.

Entendendo a grande ilusão transmitida as massas pelo governo através dos mega eventos esportivos, a ExNEEF se coloca contrária a forma como esses eventos estão sendo organizados em nosso país, onde se aprova sigilo em licitações de modo a favorecer desvios de verbas, e se desocupa a população pobre para a construção de obras para favorecimento da especulação financeira, entendemos que eventos esportivos são sim benéficos a população, porém não nos moldes em que a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 estão sendo pautadas, onde a população que é a grande financiadora de toda essa festa, ficará de fora durante a realização dos eventos, e em caso de prejuízo sera a maior prejudicada, tendo que arcar com aumento de impostos, enquanto os empresários só se preocuparão em contabilizar seus lucros, entendemos que é essencial nesse momento potencializar a combatividade do MEEF e do ME como um todo nessa luta que cada dia mais está presente em nossas escolas e sociedade.

É por conta da análise, de que a classe trabalhadora possui outra forma de ser, diferente da dos anos 60/70 é que a ExNEEF compreende a necessidade de construção de uma organização a nível nacional. Por entendermos que o processo de reorganização do movimento estudantil precisa ser aprofundado e que os instrumentos criados neste momento não foram/são suficientes para responder as tarefas colocadas não construímos e nem observamos a ANEL. Porém, avaliamos como necessária uma nova ferramenta organizativa a nível nacional e por isso avaliamos as condições objetivas de lutas nacionais e a conjuntura do ME para que o MEEF/EXNEEF se insira de forma combativa e fomente o debate sobre a reorganização do ME.

O MEEF, mais uma vez em sua instância máxima de deliberação, a Plenária Final do ENEEF, defendeu para o período, como forma de rearticular o Movimento Estudantil de Educação Física, o fortalecimento na base da campanha “Educação Física é uma só! Formação Unificada JÁ!”. Para isso, temos como apontamentos a expansão da discussão sobre formação com outras executivas e federações de curso através do FENEX e com entidades e movimentos sociais através da campanha contra o PNE e por 10% do PIB para a educação pública. Assim, reafirmamos a necessidade de nos colocarmos contrários a contra-reforma universitária e as atuais diretrizes curriculares para os cursos de educação física, discutindo não somente financiamento mas também fazendo enfrentamentos frente a modelos e concepções de formação que não sirvam aos interesses e necessidades dos trabalhadores.

Assim, convocamos a todos os estudantes e companheiros de outras categorias da classe trabalhadora a se somarem nas lutas em defesa de outro projeto de educação, universidade e sociedade. Reafirmamos assim a máxima de que só com luta o futuro se torna respirável.

Força na luta! Que a luta é pra vencer!

Saudações Estudantis,

 

Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física – Gestão 2011/2012

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